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Lançado projeto inédito, no Distrito 4652, sobre violência doméstica e feminicídio

O ano rotário 2020-2021 começou com o lançamento do projeto: "Precisamos falar sobre violência doméstica e feminicídio", na noite do dia 14 de julho, por meio de uma videoconferência aberta para a familia rotária. Idealizado pela esposa do atual governador Adriano Zanotto, advogada Cátia Kempf Zanotto, o projeto pretende envolver os cônjuges dos presidentes dos clubes de Rotary no combate à violência doméstica e feminicídio no Estado de Santa Catarina, na área do Distrito 4652. A intenção é promover campanhas educativas, através de eventos organizados em cada cidade sede de Rotary Club. "Feminicídio é o assassinato pelo simples fato de ser mulher. Precisamos entender que, na maioria das vezes, começa com uma violência verbal e a mulher nem sempre está preparada para isso", explica a coordenadora do projeto, Cátia Kempf Zanotto. Ela comenta que nem sempre a violência deixa uma marca visível, ou seja, pode ser psicológica, sexual, patrimonial ou moral. Na oportunidade, também foi apresentada a campanha Laço Branco, que consiste no lema: "Jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhos frente a essa violência". O projeto conta com vários parceiros, como Governo do Estado de Santa Catarina, Polícia Militar de SC, OAB de Santa Catarina e subseções, Prefeituras Municipais, Associações Empresariais, ACAERT e entidades.

Wakanda Rotária: Jovens negros mostram sua força e sua voz no Rotaract

Enquanto o movimento pela valorização das vidas negras ganhava as ruas no Brasil e no mundo nos últimos meses, um grupo de associados do Rotaract, clube de Rotary voltado ao público jovem, se formava para mostrar a representatividade da população negra dentro do mundo rotário. Filipe Bento, Natália Lopes e Daniel Cerverizzo são de clubes e cidades diferentes, mas se uniram por meio do Twitter para criar um espaço em que os jovens negros do Rotaract pudessem ter apoio mútuo e visibilidade. “Existem diversos grupos (dentro do Rotaract): para vôlei, para direito, xadrez, lgbtqi+. Ou seja, existem diversos grupos, mas por que não um grupo para pessoas negras?”, questionava Natália. Com o mesmo sentimento e necessidades semelhantes, ela, Filipe e Daniel criaram em maio deste ano o Wakanda Rotária. Para quem não sabe, Wakanda refere-se a um país fictício do universo de heróis da Marvel, localizado na África subsaariana. Nação do herói Pantera Negra, Wakanda é o país mais avançado do mundo, social e tecnologicamente. Assim, a referência ao país fictício é carregada de simbolismo para os criadores do grupo do Rotaract. “Tem um termo que a gente usa que chama ‘afrofuturismo’, que é a ideia de se pensar o futuro com um recorte racial. E sempre que a gente fala sobre futuro, a gente tem que pensar em um futuro onde as questões raciais são deixadas de lado, não por negligência, mas porque elas não são mais necessárias. E o filme trouxe essa perspectiva para a gente do ponto de vista estético, onde a gente pode assistir uma obra e ver um futuro onde as questões raciais são ultrapassadas, são superadas”, explica Filipe. Se você não é negro e acha que essa questão de representatividade não é relevante, é melhor olhar os números e pensar de novo. O Brasil é majoritariamente uma nação formada por negros e pardos (56,10% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), mas eles são minorias em grupos considerados de elite como o Rotary e o Rotaract. No Rotaract, por exemplo, de um total de 8.366 associados brasileiros, apenas 657 se declaram como negros, ou seja, menos de 8% de seus membros. E esse fato faz uma grande diferença para as pessoas negras que já integram os clubes. “No ano passado, no último encontro paulista de Rotaracts, eu lembro que em alguma parte do evento, estavam eu e a Natália e eu falei para ela olhar ao redor e ver quantas pessoas afrodescendentes havia ali. E dava para contar nos dedos”, relembra Daniel. “Em um evento que abrange São Paulo e Rio de Janeiro, dar para você contar nos dedos de uma mão o número de afrodescendentes mostra que tem alguma coisa errada. A partir daquele momento, eu vi que a gente tinha que mudar esse cenário”, explica. Em época de pandemia, e com seus mais de 120 participantes espalhados em diferentes estados brasileiros, o Wakanda Rotária tem realizado seus eventos pela internet. Já foram dois debates, um com o tema “Movimento negro no Brasil: A História” e o outro com o tema “A cronologia das leis brasileiras e seu papel no curso da população negra no Brasil”. Os temas dos debates foram escolhidos por pesquisa de interesse feita entre os próprios membros do grupo. As “lives” têm atraído uma audiência formada por negros e brancos interessados em conhecer uma parte da história do Brasil que fica um tanto escondida no ensino tradicional de nossas escolas. “Tem muita coisa que não se aprende na escola ou que a família não ensina. São coisas que a gente tem que ir e correr atrás daquele ensinamento. Então, a gente sentiu que tinha essa necessidade”, destaca Natália. Além de passar um outro lado da história brasileira, os debates promovidos pelo grupo também visam a ajudar a população negra a entender e a ter maior apoio em situações que, infelizmente, são recorrentes em seu cotidiano. “Como eu vou saber se é racismo, se eu não tenho conhecimento sobre racismo? Como vou saber se é injúria, se eu não tenho conhecimento sobre injúria?, pergunta Natália. “Então, estamos trazendo esse conhecimento desde o início por meio das ‘lives’”. O grupo tem servido como importante base de apoio para seus membros, que agora buscam ajuda uns nos outros quando se veem em alguma situação incômoda gerada pela discriminação. “Depois da criação do grupo, eu me sinto mais seguro em abrir questões com os participantes. Perguntar se as pessoas já passaram por uma situação (semelhante)”, diz Daniel. Para ele, o Wakanda Rotária também deu maior visibilidade aos negros dentro do Rotaract. “Em relação aos outros rotaractianos, eles estão nos enxergando mais. Não somos mais pontinhos pretos soltos, agora, é um amontoado, a gente se uniu”, afirma. Sobre o movimento popular para a valorização das vidas negras, que deu o impulso para a criação grupo, os três acreditam que foi um importante momento de visibilidade midiática para a causa, mas que há questões muito mais profundas a serem atacadas. “Acho que essas ondas têm importância significativa, sim. Elas fazem a gente refletir. Principalmente quem não conseguia enxergar esses problemas na sociedade. Mas, de onde surge tudo isso, a gente não está nem perto de chegar nessas discussões ainda”, avalia Filipe. “Aqui no Brasil, a gente ainda não superou a escravidão. Aqui, a maior parte da nossa população mais pobre é também negra, e não é por acaso. Então, o Brasil tem o desafio gigantesco de se enxergar como nação que foi construída em cima de povos que foram escravizados. Assim como a Alemanha tem vergonha hoje do que foi o nazismo, a gente tem que ter essa vergonha do que foi o movimento escravagista aqui no Brasil, que é uma coisa que a gente está longe ainda de conseguir”, aponta. “Então, acho que essas pautas são importantes, elas trazem uma discussão pontual que é muito relevante, a gente reconhece o valor da discussão, mas, para a gente, está longe ainda, a gente não cria nem uma esperança de que vai mudar muita coisa, porque a realidade é um pouco mais cruel”, diz. Daniel concorda com a colocação do colega. “O Filipe usou um exemplo que é muito bom, a Alemanha. Lá, existem museus, existem monumentos históricos que estão lá para eles sempre lembrarem do que aconteceu. E o Brasil é totalmente o oposto disso, o Brasil tenta esconder, a gente não fala, parece que é um tabu. Existe um silêncio quando a gente fala nisso (a escravidão e suas consequências)”. Dentro do Rotaract, eles acreditam que é possível fazer um trabalho para atrair novos associados negros e fazer com que os mesmos se sintam acolhidos dentro dos clubes. “Acho que o primeiro passo é quebrar aquela imagem de que a família rotária é só para ricos, porque não é. Temos que fazer eventos mais acessíveis, mostrar que a família rotária abraça todo mundo. Nosso trabalho está aí para quebrar essa imagem”, opina Daniel. “Eu acho que nós fazemos a nossa própria representatividade, permanecendo firmes e fortes nos nossos clubes para que as pessoas de fora vejam que existem pessoas negras dentro da família rotária, existem pessoas que têm voz. Eu acredito que esse é um dos primeiros passos, a nossa visibilidade, a nossa própria permanência para que as pessoas de fora vejam que não é só branco, só rico e assim por diante”, conclui Natália.   Daniel Cerverizzo é associado do Rotaract Club de São José do Rio Preto – Inspiração Filipe Bento é associado do Rotaract Club de Ouro Preto Natália Lopes é associada do Rotaract Club de Adamantina Quem quiser entrar em contato com o grupo pode seguir sua conta no Instagram @wakandarotaria. Usando a hashtag #wakandarotaria no Twitter, você encontra as postagens já feitas sobre os debates do grupo.

Distrito 4652 promove, nesta terça-feira (dia 14), a 1ª reunião virtual sobre violência doméstica e feminicídio

Nesta terça-feira (14), às 19 horas, o distrito 4652 promove a primeira reunião virtual sobre o projeto: “Precisamos falar sobre violência doméstica e feminicídio”. O encontro, coordenado pela esposa do governador distrital, advogada Cátia Kempf Zanotto, poderá ser acessado através do link: meet.google.com/yek-kqhs-uuz . Este primeiro encontro é destinado somente à família rotária. “O comprometimento e a capilaridade do Rotary vai permitir que a informação alcance um grande número de agentes que poderão colaborar pra denunciar, conscientizar e, acima de tudo, educar! O feminicídio começa com a primeira agressão, seja física ou moral, por isso juntos trabalharemos o tema referente à violência doméstica e feminicídio”, destaca Cátia.

NOTA OFICIAL - FAKE NEWS DA DOAÇÃO DE CESTAS BÁSICAS PELO ROTARY INTERNATIONAL

O Rotary International comunica que NÃO está distribuindo cestas básicas através do preenchimento de dados cadastrais.Esta informação é inverídica e trata-se de uma FAKE NEWS. O Rotary não compactua com este tipo de ação. São fraudadores utilizando o nome e a marca do Rotary para coletar seus dados pessoais.Se você receber uma mensagem (postagem) solicitando dados para cadastrar e então ganhar cesta básica do Rotary International, NÃO ACESSE. Comunique um dos integrantes do Rotary da sua cidade a respeito deste episódio, pois é fraude e crime! No momento, os clubes de Rotary estão realizando ações em prol da comunidade, mas não estão solicitando dados cadastrais via aplicativos de conversa (como WhatsApp) e pelas redes sociais. Fique alerta! Isso é golpe! Adriano ZanottoGovernador do Rotary International - Distrito 4652

MENSAGEM DO GOVERNADOR ADRIANO ZANOTTO - Vamos ao trabalho!

O Rotary abriu importantes oportunidades para todos nós. Tivemos oportunidades de pertencer a um Clube, oportunidade de fazermos amizades para toda a vida, oportunidades de prestar relevantes serviços à comunidade, oportunidade de participar do maior projeto global de erradicação da poliomielite no mundo. Oportunidade, acima de tudo, de darmos oportunidades àqueles que são beneficiários de nossas ações. Sob o lema “O Rotary Abre Oportunidades” trabalharemos o ano rotário 2020-2021. Fomos desafiados pela COVID-19. Não importa, vamos sair fortalecidos. As restrições impostas não foram barreiras as nossas ações. Imediatamente nos conectamos através de nossas reuniões virtuais. Intensificamos as visitas interclubes virtualmente  e, com isso, multiplicamos nossas experiências e aliamos esforços para resultados comuns. Teremos que ser revolucionários. Fortalecer nossa Imagem Pública de forma a atrair mais pessoas aos nossos clubes. Precisamos desformalizar nossos atos e falar da língua da geração que há muito está conectada e que precisa saber a beleza de ser rotariano. A criação de novos clubes, mesmo em nossas cidades, é muito importante. É que quanto mais clubes, cada um trabalhando da maneira que entende mais adequada as características de seu quadro, mais uniremos gerações e força de ação que aumentarão o impacto de nossa Instituição na sociedade. A força jovem de nossa Instituição, constituída pelos clubes de Rotaract e Interact, deve ser chamada para contribuir com suas ideias e ações em todos os nossos projetos. Estimular a criação de mais Clubes de Rotaract e Interact é a maneira de intensificar nossa atuação na formação de novas lideranças saudáveis e pautadas pelos nossos princípios de solidariedade, ética e fraternidade. Como ferramenta de instrução, devemos nos estimular à utilização do My Rotary com a participação nos cursos da Central de Aprendizado. Ninguém ama o que não conhece. Por fim, precisamos acabar o serviço: a erradicação da poliomielite no mundo. A nossa campanha será intensificada. Temos que concluir a promessa feita a toda uma geração. Falta pouco. Várias ações serão estimuladas tanto para a divulgação da campanha como para arrecadar recursos para o fundo “Pólio Plus”. Vamos transformar o ano 2020-2021 o ano de revolução no Rotary. Como disse o Presidente Holger Knaack “o Rotary precisa mudar, o Rotary vai mudar”. Mais conhecimento, menos formalidades e mais ações. Assim, atraímos novos companheiros, amigos para toda a vida, impactamos o mundo com nossas ações e abrimos oportunidades. O que nos faz rotarianos não são os nossos problemas, nem nossas dificuldades, mas, o nosso desejo e nossa vontade de, JUNTOS, olharmos os outros, de darmos um pouco de nós e distribuirmos amor aos nossos semelhantes através de nossas ações na medida de nossas possibilidades. Vamos com fé, aprender sempre, trabalhar constantemente e realizar muito.   Adriano Zanotto Governador do Distrito 4652 - Ano Rotário 2020-2021

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